segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DISTRITO INDUSTRIAL? A VOZ TAMBÉM SAIU NA FRENTE E O RESULTADO ESTÁ AÍ...NADA!

Para quem tem a mínima noção do que significa investir em um distrito industrial pode mesmo ficar pasmo e questionar o por que.

Mas é isto mesmo que está acontecendo numa cidade que não tem motivo algum para que uma administração megalomaníaca insista em querer tornar “realidade” , quando em verdade, só os prédios desocupados pela falência dos curtumes podem abrigar novas iniciativas de toda a sorte e isto o Toco vinha fazendo com grande êxito.

Porém, alguns, ainda insistem nos famosos elefantes brancos, que certamente virarão um grande pesadelo num futuro não muito distante. Não precisamos ir longe para constar tal realidade. Ivoti tem seu distrito industrial e não está operando. Já a Restinga em Porto Alegre há muito tem seu distrito industrial e até agora, nada. E em se tratando da Restinga, estamos falando numa população de cerca de cem mil habitantes e aí vem o questionamento: por que ambos não estão funcionando? É simples: porque nem sempre a logística, o modus operandis da iniciativa privada conjuga com a pública, mesmo com isenções de impostos, infra-estrutura pronta e completa. E neste contexto de fazer um distrito industrial como manda o figurino, demanda muito dinheiro.

A brincadeira começa com nada menos; de cinco a oito milhões de reais, (muito embora tenham apresentado um valor muito abaixo do que realmente é estimado), em desapropriação ou compra de terra, terraplanagem, saneamento e por ai vai, para depois de tudo isto ir à caça dos possíveis interessados, o que não é uma tarefa muito fácil e o próprio prefeito Waldir Dilkin, já admitiu isto em uma entrevista a rádio local, já há algum tempo. E aí mais questionamentos: se ele mesmo admitiu isto e ainda acrescentou que uma negociação com uma empresa de porte pode levar até quatro anos, por que então um distrito industrial?

Quem sabe, talvez, para massagear o ego e estufar o peito dizendo que a promessa de campanha foi cumprida. Não é bem assim.

Uma boa parcela da mão de obra desta região ainda está atrelada ao setor coureiro calçadista e muitos deles, por não haver mais oportunidades neste seguimento aqui, aventuram-se em outras cidades. Esta também foi uma bandeira de campanha e um ato terrorista em relação ao desemprego. Mas, para muitos, campanha é campanha, é hora do vale tudo, até matar a mãe quem sabe... e chorar no velório.

O mais sensato seria, realocar esta mão de obra com cursos profissionalizantes em outros seguimentos oportunizando a estes, o êxodo do circulo vicioso, porque se isto não for feito e a própria mão de obra, qualificada ou não, se der conta de que os tempos são outros, com ou sem distrito industrial; o problema continuará existindo.

O exemplo clássico está na vinda da GM, na hora H, vieram profissionais de São Paulo e até do exterior para tocar a montadora, o que sobrou em verdade para os gaúchos, foram os empregos no almoxarife, na limpeza e assim por diante e isto porque o então governador Olívio Dutra, pactuou com a montadora que deveria reservar vagas para pelos menos hum mil e quinhentos gaúchos, além de outras renegociações que foram feitas que beneficiaram a mão de obra do estado, como o próprio estado. Disto ninguém fala, é melhor falar na utopia de que a Ford geraria mais de cem mil empregos. Mas isto é outra história.

Assim, penso que esta idéia megalomaníaca deva ser abortada na integra e investir na requalificação da mão de obra existente e por vir, (os jovens em especial). Feito isto, aí quem sabe, observando as nuances do mercado interno e externo possa se pensar em distrito industrial, porque a maior venda de idéia para que uma ou mais empresas de seguimentos diversos se instalem, será a mão de obra qualificada em seguimentos diversos também. Ninguém pensou nisto?

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