sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dilkin queria desistir, mas PMDB/ PSBD pressionaram o desgastado prefeito a concorrer novamente

Com índices altíssimos de rejeição, Dilkin disse que não queria concorrer, mas os 14 cargos que o PMDB ocupa na atual administração o pressionaram a ir novamente

Com uma administração considerada péssima e também com as constantes intervenções do Ministério Público, que mesmo assim, ainda não se pronunciou as muitas denúncias sobre as improbidades do atual prefeito, Dilkin está se sentindo acuado e sem motivação alguma para tentar concorrer novamente.

Informações de bastidores dão conta que se caso Toco viesse então, para ele seria derradeiro e sob nenhuma alegação colocaria seu nome no próximo pleito, temendo a humilhação nas urnas.

Já no meio do ano, Dilkin ainda amarga uma dívida na ordem de R$ 7,5 milhões do ano passado, mesmo com uma previsão orçamentária de R$ 85 milhões para este ano.

Em quase quatro anos de desgoverno, Dilkin não conseguiu realizar nenhuma obra que pudesse ser registro de sua administração.

Por falta de projetos e competência administrativa, alguns milhões de reais que poderiam ser aplicados na cidade com recursos do Governo Federal, foram perdidos.

Noutra ponta, os que vieram, foram mal aplicados e Dilkin ainda comete o desatino de esconder a origem dos recursos, tentando puxar os créditos para a sua administração.

A única obra dita de expressão são os asfaltamentos que estão sendo feitos. Mesmo assim, para conseguir o empréstimo que em verdade quem pagará será o próximo gestor, cinco vereadores foram beneficiados de algum modo para aprovar o endividamento futuro do município. O mais gritante deles, foi Duduzinho assumir a pasta do desenvolvimento social, quando numa sessão na câmara, Dilkin usando da tribuna disse em alto e bom som a Dudu, (pai), que jamais colocaria o filho dele na administração. Imediatamente a isto, Duduzinho se pronunciou dizendo: “nem eu quero cara”. Um vídeo desta seção circula no Youtube.

A verdade sobre isto é que Arnaldo Kney quando aterrissou na terrinha para tentar salvar Dilkin, foi ao governo Yeda em seu término e ainda conseguiu na rapa do tacho, R$ 1,5 milhões para os asfaltamentos que quando pagos pelo próximo gestor estará na casa dos R$ 2 milhões. (Este recurso, a câmara poderia ter disponibilizado na devolução de sua sobra de orçamento, (sugestão de Rosani Morsch, na época), mas Dilkin preferiu o endividamento, sustentado pelos favorecimentos). Ou seja: o voto mais do que contrário, seria o de Dudu que até então não perdia uma oportunidade sequer de alfinetar Dilkin. Depois do cargo conseguido para o filho, Dudu nunca mais se pronunciou em nada contra a atual administração.

O famoso distrito industrial, cuja compra da terra custou cerca de R$ 3,5 milhões o que representa que 1hectare valesse R$ 100 mil, agora está sendo vendido ao preço relativamente equacionado; R$ 30 mil.

Dilkin não apenas comprou a terra, mas tudo o que tinha dentro e para não ficar tão gritante o péssimo negócio para o contribuinte é claro, a secretaria de meio ambiente foi parar lá.

O tão alardeado centro de eventos conjugado com o distrito industrial que já seria um erro, nunca mais foi falado.

Em outra ida a câmara, Dilkin disse que preferia R$ 3 milhões no orçamento do que gerar um emprego sequer. Tal declaração deixou tanto a vereadores (as), como os presentes, estupefatos, afinal, ele se elegeu pregando o medo do desemprego, quando em verdade na época, havia mais de cem vagas abertas no SINE.

Afora isto, a saúde está um caos e o desleixo com a cidade tem deixado os cidadãos mais do que irritados e perguntando-se: onde está o dinheiro?

Quem ainda está em brancas nuvens com Dilkin, é o funcionalismo público, mas, tão logo passe as eleições é certo que uma nuvem negra pairará sobre estes, pois, em conformidade com a lei de responsabilidade fiscal, Dilkin terá que pagar tudo o que deve e, obviamente recairá sobre os servidores a falta de dinheiro para cumprir com a folha de pagamento.

A lista de irregularidades da administração Dilkin é imensa, além dos mandos e desmandos e perseguições dele e seus asseclas, mas, apenas estes elencados já seriam suficientes para Dilkin desistir do pleito.

No entanto, a estadual do PSDB interviu, afinal, o partido dos Tucanos está perdendo força no estado e não goza de boa reputação no país também. A recusa de Dilkin em não concorrer seria mais um golpe no PSDB. Por outro lado, o PMDB, com seus muitos cargos, não quer deixar de mamar na teta do contribuinte mesmo que seja somente até o final deste mandato, porque as chances de Dilkin se reeleger são cada vez mais remotas. A população não quer mais. (O PMDB, no entanto, poderia deixar o governo caso não lograsse o cargo de vice indicado por eles e foi o que aconteceu. A filha de Dudu, Ivete, que praticamente ninguém conhece, será a vice de Dilkin, o que também irritou uma outra ala do PMDB que já estava rachado, agora, com certeza, está aos pedaços, tudo porque no entendimento deles, os Godoy querem se apossar do poder a qualquer custo).

A análise deste contexto arremete ao fato de que Dilkin está cada vez mais sem fôlego e precisa do PMDB como aliado de ponta, afinal, o partido representa cerca de 15% dos votos na cidade.

Outro que vai ficar com o PSDB de Dilkin é o PDT. Informações dão conta de que Plínio, o presidente do partido já vinha tentando negociar uma secretaria para ele. Quem deve ter ficado magoado, foi Jorge de Vargas que sonhava em ser vice, mas esta mágoa deverá durar pouco, até porque, acreditando que Dilkin possa ganhar a eleição, Jorge de Vargas continuará faturando o equivalente a R$ 6 mil mês em nome da rádio que era para ser comunitária, mas não é, e prioriza Dilkin com programas de rádio exclusivos, o que é proibido por lei.

Cabe lembrar, que Dilkin quando se elegeu por um desastre e nem ele esperava por isto, disse que só faria um mandato, porque o segundo é para roubar, (esta, em verdade, era uma alfinetada na gestão Toco). Agora, nestes quase quatro anos de desgoverno Dilkin com um orçamento sempre robusto, conseguiu fazer o dinheiro desaparecer e não fez nenhuma obra que justificasse o endividamento. Por que então ele vai tentar um segundo mandato, se como ele mesmo disse; que é para roubar?

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