quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Governo aprova financiamento de materiais de construção com FGTS

SÃO PAULO, 24 Out (Reuters) - O governo aprovou nesta quarta-feira as regras para financiamento de materiais de construção utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme publicado no Diário Oficial da União.

Segundo a publicação, a linha de crédito para aquisição de materiais, tanto para imóveis urbanos quanto rurais, destina-se a construção e/ou ampliação de unidade habitacional; reforma de moradia; instalação de hidrômetros de medição individual e implantação de sistemas de aquecimento solar.

Para o exercício de 2012, serão disponibilizados 300 milhões de reais, sendo que caberá à região Sudeste a maior parcela dos recursos (42,5 por cento). O Nordeste do país ficará com 28,2 por cento e a região Sul, com 11,2 por cento. Norte e Centro-Oeste responderão por 9,7 e 8,4 por cento dos recursos, respectivamente.

O financiamento para aquisição de materiais destina-se a trabalhadores titulares de conta vinculada do FGTS, independente da renda familiar mensal bruta, "observadas as condições do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e de utilização dos recursos do FGTS para aquisição de moradia própria", informou o documento.

Ainda segundo a publicação, serão consideradas prioritárias as propostas destinadas a famílias com renda mais baixa, que beneficiem imóveis com valor de avaliação menor, que contemplem idosos, deficientes ou mulheres chefes de família, ou que apresentem maior valor de contrapartida.

A indústria brasileira de materiais vem sofrendo com vendas abaixo do esperado ao longo de 2012. Este ano até setembro, as vendas acumulam alta de 1,3 por cento, bem abaixo da previsão da associação que representa o setor no país, Abramat, para 2012, de crescimento de 3,4 por cento.

(Por Vivian Pereira)

  A Voz Comenta:  
O que vale destacar neste anúncio, é o fato do Governo Federal estar atento não apenas ao desempenho da economia interna do país, como e principalmente da manutenção dos muitos postos e trabalho gerados, o que tem sido uma bandeira desde a era Lula e Dilma continua.
 
Por outro lado, como todo o alarde do crash na zona do Euro, o Brasil precisa manter a economia em movimento para também tirar a atenção tanto do mercado interno quanto da população, o fantasma de que esta crise européia possa atingir o país.