domingo, 21 de outubro de 2012

Pirataria: Um negócio ilegal que dá lucro

O mercado informal ou ilegal da produção, distribuição e venda de CDs, DVDs e outras mídias, tem crescido muito e ao que parece ninguém consegue controlar ou mesmo eliminar com esta contravenção que em verdade, está mais legalizada do que nunca devido ao fato de que os consumidores destes produtos de 'fundo de quintal', ignoram as leis vigentes e isto inclui direitos autorais e também aos possíveis danos que possa causar em seus equipamentos.

Na matéria exibida pelo Estadão, aponta que com cerca de R$ 2 mil, qualquer interessado se tornar um microempreendedor e abre um leque em cadeia de outros que se beneficiam com o esquema, como: gráficas, produtores de envelopes, venda de cartuchos para impressora, mídias e etc.

Ainda segundo a matéria, um dos envolvidos, recebia a mídia ao preço de R$ 0,25 e produzia cerca de 60 mil cópias o que propiciava um lucro na ordem de R$ 12 mil.

Depois deste advento ilegal, muitas gravadoras perderam mercado e outras fecharam, mas, neste contexto também, muitos artistas começaram a produzir seus trabalhos em estúdios próprio e criando também, seus próprios selos, devido ao fato das gravadoras se 'apropriarem' da obra dos artistas.

Já as produtoras de filmes também têm criado alguns mecanismos para proteger suas obras cinematográficas. Um caso recente foi o filme; Tropa de Elite, uma vez que na primeira edição, o filme já estava nas mãos dos piratas antes de chegar aos cinemas.

Há que se questionar, o possível envolvimento de pessoas ligadas as estas indústria, bem como o fato de que elas mesmas possam, numa forma de burlar o fisco se valer deste caminho para também obter mais lucro e não pagar impostos.

Não há como crer, que um pirata possa ter acesso as obras antes mesmo de seus lançamentos oficiais e, por outro lado, esta premissa fosse de todo verdadeira, o cerco, impelido pelas próprias indústrias seria mais intenção, afim de eliminar de vez com este mercado paralelo.

No cenário musical, existem artistas, no entanto, e um dos casos foi o próprio Zezé di Camargo que declarou que a pirataria era salutar, pois ajudava a promover os artistas e a promoção de shows, que em verdade, é de onde muito na atualidade, conseguem fazer suas fortunas.

Num contexto geral, quem também tem sua culpa para expansão deste negócio, é o próprio governo, pois, na produção destes seguimentos de cultura e entretenimento, estão; o IPI e ICMS, o que incide no alto custo de produção, distribuição e comercialização.

A tônica desta temática deve ser o fato de que todos, sem exceção, acabam contribuindo para o fomento cada vez mais crescente deste mercado de pirataria e, neste caso, fica até ridículo, apreender o material dos piratas, assim como prendê-los pela fraude cometida, muito embora, isto esteja previsto em lei no código penal.















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