domingo, 21 de outubro de 2012

"Rock é música que a geração dos anos 80 sabe fazer", diz Frejat no retorno do Barão Vermelho


Participante ativo da cena musical de onde emergiu uma série de bandas nos anos 80, Roberto Frejat acredita que o rock é uma conquista daquela turma. "É uma música que a nossa geração sabe fazer", defende ele. À frente de um dos principais grupos do gênero daquela década, que apresentou Cazuza ao mundo, Frejat está de volta aos palcos com o Barão Vermelho, após um hiato de cinco anos, para comemorar 30 anos de lançamento do primeiro disco, autointitulado.

O retorno não é definitivo. Batizada de "+1 Dose", a turnê vai ficar na estrada por seis meses, até 21 de março de 2013. "Estamos apenas celebrando uma obra que é bacana", disse Frejat ao UOL. A excursão começa no próximo sábado (20) na Fundição Progresso do Rio de Janeiro. No dia 1º de novembro deve passar por Belo Horizonte e no dia 8 de dezembro desembarca em São Paulo, no Credicard Hall. Outras datas ainda serão anunciadas.

Na estrada, o Barão será Roberto Frejat (guitarra e voz), Guto Goffi (bateria), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo) e Fernando Magalhães (guitarra). O tecladista Maurício Barros, integrante da formação original, vai aparecer em alguns shows para participações especiais. O repertório vai relembrar de músicas como "Billy Negão", "Por Você", "Pro Dia Nascer Feliz", "Pense e Dance", além de "Sorte e Azar", última parceria inédita de Cazuza e Frejat, que ficou de fora do álbum de 1982.

Junto com a turnê, o álbum "Barão Vermelho" (1982) vai ganhar nova edição que inclui "Sorte e Azar" e outros dois bônus: a faixa "Nós" e o segundo take de "Por Aí". Produzido originalmente por Ezequiel Neves e Guto Graça Mello, o álbum foi remixado pelos integrantes originais da banda: Guto, Frejat, Maurício e o baixista Dé Palmeira, e chegará às lojas em novembro.

Em conversa por telefone, Frejat contou detalhes da turnê e do relançamento do disco "Barão Vermelho", falou sobre a falta de apoio para um projeto de shows gratuitos, relembrou como eram os anos 80 para a banda e lamentou que o rock brasileiro de hoje não soa como rock.



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