segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RS: presídios têm uma morte a cada três dias, diz jornal

Um levantamento publicado pelo jornal Zero Hora mostra que a cada três dias, um preso morre em cadeias do Rio Grande do Sul devido à precariedade no atendimento de saúde ou assassinado em guerras de facções que dominam os presídios do Estado.

Além disso, a redução de vagas nas prisões, em razão de interdições, e o aumento de ações indenizatórias contra o Estado são consequências dos óbitos ocorridos.

Dados da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre apontam que, desde 2009, apenas em prisões da Região Metropolitana 255 detentos morreram - 76% por causa de doenças respiratórias.

Somente entre 1º e 6 de outubro ocorreram três casos. Dois por doença e um sob suspeita de enforcamento na Penitenciária de Arroio dos Ratos - a segunda vítima na cadeia que começou a ser ocupada em agosto.

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) afirma ter reforçado a segurança nos presídios para evitar conflitos e mortes por assassinatos entre os detentos.

Além disso, está em andamento um projeto de classificação de presos, que separa condenados de provisórios.

A Voz Comenta:

Este importante levantamento feito pelo jornal, não novidade ou algo que vem acontecendo agora.

A sociedade quer segurança, mas esquece que ela mesma é quem manda para o cárcere os faltosos com a lei em seu diversos panoramas.

Este 'esquecimento', também faz com que os sucessivos governos esqueçam que um dia estes mesmos sairão e na maioria dos casos, piores do que entraram, caso não encontrem a morte lá dentro mesmo, conforme o levantamento feito.

Há muito se diz que a hoje FASE, é o ensino médio do crime e os presídios; as Universidades.

Ainda que cada detento custe em média para o estado cerca de R$ 2 mil, nenhuma ação concreta para a reintegração social deste apenado tem sido feita e, por conseguinte, quando saem, voltam a sua atividade marginal pela falta de uma política prisional que os faça abandonar o caminho.

Quem tem preenchido esta lacuna de alguma forma, são as muitas vertentes reliogiosas e nem sempre também, logram êxito pleno em suas investidas na conversão dos detentos.

No entanto, mesmo não sendo a melhor opção da realidade cotidiana, as igrejas de alguma forma estão cumprindo com o papel que deveria ser do estado, mesmo que, pela via religiosa e de conversão.




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