quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PRINCIPAIS TESTEMUNHAS SOBRE COMPRAS DE VOTOS FORAM OUVIDAS ONTEM A TARDE NA DP

Os que aguardam ansiosos o desfecho deste caso e que por conseguinte anseiam que o melhor aconteça, ou seja: tirar José Waldir Dilkin do cargo, podem quem sabe, começar a fazer seus preparativos de festa.

Ontem a tarde na DP/EV as principais testemunhas no caso de compra de votos em troca de casas e outros favores, foram ouvidas e confirmaram suas versões dadas em BO na delegacia de São Leopoldo por ocasião do fato.

Uma delas reafirmou que José Waldir Dilkin e sua vice Ivete, estiveram em sua casa e garantiram a promessa de que se eleitos ela receberia a 'casinha'. Outra, confirmou que além da casa, recebeu cerca de R$ 200,00 para pagar a luz e a outra, lhe foi pago R$ 300,00, (pagos por José Waldir Dilkin), por 3 votos que conseguiu para ele, pois, o trato era de que cada voto lhe renderia R$ 100,00 e também com a promessa da casa.

Com este três depoimentos, já somam cerca de oito pessoas que foram ouvidas na DP e todas confirmaram até o momento este tipo de crime eleitoral, o que vem ao encontro do minucioso trabalho que está sendo feito pela doutora Eliana Matté e o promotor Charles.

O policial responsável por estas oitivas acredita que mais três tesmunhas sejam suficientes para fechar o inquérito policial e remeter ao promotor Charles, já que o prazo para tanto, é até o dia 05/12.

Este minucioso e praticamente silencioso da defesa dos interesses da sociedade estanciense que não quer mais José Waldir Dilkin no poder, diz respeito ao fato de que toda a prova materializada ou documentada, é para não deixar dúvidas junto a juíza Roseli e não se pronunciar contrariamente ao exposto e ao pedido num primeiro momento do afastamento do atual prefeito do cargo.

Ela que já cometeu o erro de não acolher a um pedido do promotor Charles sobre a impugnação da candidatura de Sônia Cardoso, deverá no mínimo ter muito bom senso neste episódio, afinal, para quem não sabe, também tem justiça para ela e uma das sansões, é tirá-la da comarca, caso venha ser conivente com a atual situação, porque alguns despachos relacionados a atual administração, estão dando esta conotação.

Por outro lado, tem-se que lembrar sim, sobre o episódio de Tarcísio Zimmermann e outros tantos prefeitos que estão sendo cassados ou negadas suas diplomações por improbidades administrativas e crimes eleitorais.

No cenário das improbidades administrativas, cabe também ao promotor Marcelo Tubino começar a se mexer, afinal, ingredientes mais do que suficientes já lotam as gavetas do MP/EV que desde o promotor Paulo, nada foi feito.

Antes de sair em férias, Marcelo Tubino havia pedido umas informações a atual administração, de volta, espera-se que ele esteja dando termo e só não vai encontrar distorções em seu pedido se não quiser.

A Voz já se pronunciou tanto em sua versão impressa quanto digital de que se o MP quiser, faz uma verdadeira varredura na atual administração. Poder para tanto, o MP tem.

Noutra ponta, fica difícil acreditar que tanto o MP quanto a juíza Roseli, destoarão do restante de seus colegas espalhados no país que têm feito um trabalho imperioso e tirando de circulação os maus políticos atendendo assim os interesses da sociedade, que, diga-se de passagem, este é o papel do MP e não outro. 

Em relação a juíza, o MP também tem seu poder, basta não se render aos caprichos da magistrada.

No entanto, como A Voz já se pronunciou, face ao volume de denúncias comprobatórias, fica difícil para a juíza se manisfestar contrariamente e com certeza ela virá ao encontro do desejo da sociedade e não do seu ego.

Há que se dizer ainda, que o abaixo assinado já conta com cerca de 2000 assinaturas e evidentemente, a juíza, tem o conhecimento e o discernimento do conceito de democracia: do povo, para o povo e, que o poder; emana do povo. Em sendo assim, a vontade do povo é que deve prevalecer e não outro interesse qualquer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário