terça-feira, 23 de julho de 2013

Desvendamos 5 mitos sobre o pênis


Desde adolescente a gente escuta algumas coisas que nos fazem rir – ou pensar – em relação ao pênis. Diziam, quando eu estava na escola, que era só você ver o tamanho do pé/mão/nariz/antebraço de um garoto para saber o tamanho do seu pênis. Na semana seguinte alguém descobria que era outra parte do corpo que era equivalente, e assim seguia para sempre.

O mais engraçado é que nessa fase, os meninos estão passando por mudanças tão intensas que seu corpo mais é desproporcional e eles crescem em uma velocidade assustadora. É como se o pênis do garoto passasse pelas mesmas coisas.

Quando você cresce, os mitos continuam e muitos adultos continuam acreditando e disseminando esse tipo de mito. Negros são bem dotados, orientais não. Homens peludos têm pênis imensos, carecas não. Caras altos têm pênis pequenos, caras altos têm pênis grandes. Caras têm pênis. Pensando de maneira simplista, dava para gente basear tudo nessa última conclusão, mas a verdade é que nem todos os caras têm pênis – mas esse é um assunto para outra hora.

E lembrando de todos esses mitos e da obsessão pelo tamanho do membro alheio, desvendar alguns mitos se tornou uma brincadeira divertida. Antes de tudo é bom lembrar – mesmo que muitos homens ainda não acreditem – que tamanho não é documento. Se o canal vaginal tem entre 8 e 10 cm, porque é que uma mulheres deveria querer um pênis de 20 cm, que nem caberia inteiro e causaria desconforto e dor?

Nessas horas é bom lembrar de quando nasce uma espinha no seu rosto. Sem olhar, você coloca a mão e parece que ela é enorme, gigante e que poderá ser vista da lua. Assim que você olha no espelho, percebe que ninguém vai notar, já que ela é minúscula. Essa falsa sensação em relação ao tamanho das coisas também acontece no sexo. Se você não pegar uma fita métrica, não vai saber ao certo o tamanho do pênis.

1. Dá pra saber o tamanho do pênis apenas olhando o tamanho do pé do homem?

Esse é o meu mito preferido. Ele é tão forte e disseminado que cientistas já dedicaram seu precioso tempo para tentar desvendá-lo. E não conseguiram, nenhuma das pesquisas foi conclusiva.

A verdade é que não há evidência científica que relacione o tamanho das mãos, dedos, punho, antebraço, pés, nariz, queixo, pomo-de-adão ou qualquer outra parte do corpo com o tamanho do membro.

2. É verdade o que dizem sobre negros e orientais?

Na crença popular, negros têm pênis imensos enquanto orientais sofrem com um problema crônico relacionado a isso. E é claro que não é verdade. A média diz que negros têm entre 1 e 2 cm a mais que brancos e orientais têm de 1 a 2 cm a menos do que os dos brancos. Essa média é feita da seguinte maneira: acontece uma pesquisa em um país com um grande número de homens, é criado um tamanho médio para o país no melhor estilo soma tudo e divide pelo número de pessoas que você usa para pagar a conta do bar e então esse número é comparado com outros lugares do mundo.

Nada assustador ou que diga que TODOS os homens são assim ou assado. Além disso, quando se fala de orientais e negros não estamos falando de mestiços, ok? Se tiver um tiquinho de sangue de outra etnia já colocou essa teoria por terra. E no Brasil o que mais existe é mistura, então...

3. Homens peludos têm pênis maiores?

A lógica simplista também é a guia dessa teoria. Homens têm mais pelos do que mulheres, portanto pelos são resultado da testosterona e, por isso, homens peludos têm pênis grandes. Desculpe, mas as coisas não funcionam assim.

A quantidade de pelos que uma pessoa tem é ligada a fatores genéticos e não a hormônios – muitas mulheres têm bastante pelo, sabia? - e a produção de testosterona feita pelos testículos não tem ligação nenhuma com o crescimento peniano.

4. A história do L – caras altos têm pênis pequenos e caras baixos têm pênis grandes – é verdadeira?

Nem a história do L, do L invertido ou de que caras grandes têm pênis grandes são comprovadas. É claro que é uma tendência que o pênis acompanhe o crescimento do resto do corpo, mas não é uma garantia. Nosso corpo tenta, em seu desenvolvimento, ser o mais proporcional possível, mas nem sempre isso é feito com exatidão.

5. O tamanho do pênis passa de pai para filho?

Sim, o tamanho provavelmente passa de pai para filho, é o dizem alguns médicos, apesar de não haver pesquisas que façam um comparativo a fundo. E da mesma maneira que o tamanho segue uma linha hereditária, a neurose sobre o pênis ser grande ou pequeno também segue. Quando o pai acredita que tem um pênis minúsculo – mesmo estando dentro da média -, o filho, que é educado naquela cultura, também acredita nisso.

Mais importante do que passar um certo tamanho de pênis ao filho, os pais deveriam querer passar segurança. Como dissemos lá em cima, tamanho não é documento, mas insegurança torna até o cara mais bem dotado do mundo desfuncional e desinteressante.

Por Carol Patrocínio - Preliminares

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