quarta-feira, 2 de outubro de 2013

BRASIL: A BABEL DOS PARTIDOS E DO FISIOLOGISMO PARTIDÁRIO

Que pais e esse? Já dizia Renato Russo, ou ainda; Brasil, mostra a tua cara, como dizia Cazuza, ou ainda mais: Alugar o Brasil, como muito bem dizia Raul Seixas e outros tantos que cantavam ou satirizavam no humor a situação caótica de um país que sempre se disse do futuro, mas que de tempos em tempos muda a sua cara, no cenário político para cada vez mais fragmentar e fragilizar a fraca democracia, que por mais que seja escondida, ainda é ditatorial em muitos rincões deste país continental.

Até o período de Getúlio Vargas, chegou-se a ter 19 partidos. No regime militar, limitou-se a dois; a ARENA - Aliança Renovadora Nacional e o MDB - Movimento Democrático Brasileiro. Um, bem definido com cara e roupagem da elite brasileira e o outro, se dizendo de esquerda e oposição, mas que em bem verdade, abrigava os interesses da burguesia.

Com a saída do regime militar, a Babel partidária começou a ser construída e desde então, não parou de crescer, assim como o fisiologismo partidário, e todos, todos, sem exceção, com uma proposta milagrosa para arrumar o Brasil. Mentira!

O que se vê no entanto, é a locupletação destes partidos em cima de um povo analfabeto político, que se rende aos discursos e falácias, quando em bem verdade o objetivo principal da maioria, são os conluios, conchavos e interesses sórdidos para mamar na vaca gorda do erário público, enquanto o Zé povo fica com a vaca magra.

Ter um partido é como ter uma carta de crédito ou, carta na manga, que já entra no jogo com cerca de R$ 700 mil para sua formação e sustentação. E é daí, que surgiram os chamados partidos de aluguel, uma vez que o modelo de eleição, permite as coligações, inclusive entre alguns que se diziam rivais, para obter mais espaço de mídia e também é claro, cooptar os filiados e simpatizantes destes partidos para assumir o poder.

Se sabatinar o povo brasileiro sobre o nome e proposta e propósito dos hoje 39 partidos existentes, é cerco que a maioria rodará na sabatina e não mais que dez nomes serão lembrados, sendo eles: PT - PSB - PSDB - DEM - PDT - PMDB - PP - PSOL e Partido VERDE.

Evidentemente, que a lembrança destes se dá tanto pela longevidade de alguns quanto de ícones da política brasileira que estão nestes ou em outros, como é o caso do PSOL - PPS e Partido VERDE, a exemplo. 

Marina Silva continua tentando estender sua REDE, depois da fracassada escolha de ir para o VERDE, que diga-se de passagem, uma vez que ela por anos a fio esteve nas fileiras do PT, foi logo para um partido mais burguês que o próprio PT; o Partido VERDE.

Marina deveria se aliar a Luíza Helena e Luciana Genro e ter ido para o PSOL, não o fez e pelo cenário que está sendo noticiado, não irá. Assim, Marina, estará contribuindo para não apenas aumentar o número de partidos, como também fragmentar ainda mais o processo eleitoral, calcada em sua última votação o que em verdade não será nada mais, nada menos, do que um ledo engano da ex-senadora.

Diferentemente da Babel bíblica, nesta Babel de partidos e fisiologismos partidários, (a exceção de alguns), a maioria se entende e fala a mesma língua, o diferencial no entanto, é o tom e a forma de se expressar, porém, na hora de compartilhar os quitutes eleitoreiros, afinarão o discurso e tom, para poderem adentrar ao poder e se locupletarem como há muito vem acontecendo e, por conta disto, as agremiações partidárias estão cada vez mais distantes de suas cartilhas e principalmente do famigerado flagelado eleitor que não vislumbra nenhum tipo de mudanças em siglas partidárias e tem preferido votar em um nome, independente de seu partido, o que também é um equivoco, afinal, este nome poderá dar ganho nas urnas a um partido que este eleitor certamente desejaria ver ser banido do cenário político.

A tal reforma política se arrasta e com certeza não deverá avançar e muito menos chegar a um fim, uma vez que o país já está se preparando para o próximo pleito e muitos interesses estão em jogo, inclusive a reeleição da atual presidenta.

A recém saída do PSB do governo Dilma, pode ser uma manobra para na figura de Eduardo Campos, caso este realmente venha a ser um presidenciável, uma forma de tirar possíveis votos do PSDB e, em havendo um segundo turno, o PSB, poderá voltar a base para dar suporte a reeleição da presidenta e é claro, com o passe muito mais elevado para negociar cargos e mais cargos, tanto nas assembleias, quanto no congresso e governos de estados onde o PT se sagrar vencedor e, evidentemente participar da fatia maior do bolo, que é o governo federal e suas ricas pastas ministeriais.

O povo brasileiro precisa em caráter urgente/urgentíssimo, se debruçar sobre este tema e exigir mudanças nevrálgicas no sistema, poderia, quem sabe, se respaldar do Judiciário e do Ministério Público, mas, infelizmente, até mesmo neste órgãos onde a imparcialidade deveria ser a tônica, também já está corrompido com o assédio e interesses dos partidos estendidos a estes.

Será que a política brasileira ainda tem curá, ou continuará indo de mal a pior?

O que os partidos e fisiologistas no entanto devem ficar atentos, é para o fato de que toda a medida de paciência de um povo pode acabar e se isto acontecer, cuidado partidos e fisiologistas, o caos estará definitivamente instaurado e então...será um deus nos acuda.