terça-feira, 7 de outubro de 2014

LUCIANA SURPREENDE EM VOTAÇÃO E O PSOL DECIDIRÁ APOIO A DILMA

A candidata do PSOL a presidência da república, Luciana Genro, deixou o pleito regozijada com a votação obtida, o que, evidentemente para quem consegue vislumbrar o cenário político, para o PSOL, chegar em 4º lugar, seria obviamente um avanço partidário no cenário nacional e as expectativas se confirmaram. Foram 13 deputados estaduais e o aumento de 3 para 5 na câmara federal.

Os números deste pleito, se o PSOL souber tirar proveito, refletirão com certeza na eleições municipais de 2016, mas para tanto, o partido deverá continuar a caminhada com seus candidatos que colaboram para os votos de legenda e ajudaram na composição dos números finais obtidos pelo partido como um todo.

O PSOL enquanto entidade partidária terá de rever sim, algumas de suas propostas que com certeza não contemplam o pensamento da maioria e, levantar a bandeira do GLSTB, ficou muito claro no RS por exemplo, de que a população não comunga com esta visão de até mesmo uma lei que venha ao encontro desta clienta, como a PL 122 que uma verdadeira afronta aos heterossexuais.

Se é opção, ou orientação sexual, este um problema que a comunidade homossexual deverá resolver e não é com uma lei goela abaixo que o problema da discriminação será resolvido, antes pelo contrário, despertará um sentimento de revolta e com certeza aflorará a tal homofobia.

Não é também com discurso radical que o PSOL conseguirá conquistar mais simpatizantes. É preciso ter um entendimento muito claro de que cada setor é importante na composição da cesta da economia brasileira.

É evidente, que as distorções devem ser revistas e isto só é possível com diálogo amplo e que também deverá contar ou com a aplicação de leis vigentes ou com a criação de leis que venham ao encontro deste cenário e que desaguem no contexto de políticas públicas.

O PSOL, enquanto entidade de esquerda já deveria por exemplo ter levantado a bandeira da extinção, ou do IPVA ou, dos pedágios, afinal, o contribuinte vem arcando com dois tributos simultâneos e desta forma o escoamento da produção está cada vez mais caro.

Se o PSOL quer efetivamente se firmar como partido socialista, deve colocar seu discurso na prática, (a começar dentro do próprio partido) e isto não deve ser feito apenas em época de eleição. Ou seja: os problemas existem, outros surgem e outros se perpetuam e somente em período eleitoral é que aparecem as soluções milagrosas, que, diga-se de passagem é pratica comum de todos os partidos e se o PSOL não que ser enquadro, deve mostrar seu diferencial fora dos pleitos eleitorais.

APOIO A DILMA

A candidata Luciana, em entrevista, também sinalizou apoio a reeleição de
Dilma. Se confirmado o apoio, tanto Luciana como o PSOL, estarão indo ao encontro das propostas se seu antigo partido, o PT, que se distanciou de sua cartilha, mas que ainda baseia sua politica nas molas mestras defendidas pelo PSOL.

Não poderia ser diferente, afinal, apoiar a Aécio Neves, é o mesmo que mirar a arma para a cabeça e se matar e, neste sentido, o partido socialista não tem qualquer vínculo ou semelhança com a elite representada pelo candidato do PSDB.

Como foi o que sobrou e o PT, já tem uma política pública nacional a ser deflagrada ou continuada, o melhor neste momento, ainda que não concordando com determinadas práticas do PT, o melhor ainda, é apoiar Dilma.

Se o PSOL, neste apoio reivindicará algum cargo para o partido, este é outro capítulo dos meandros da política, ao qual,a executiva, mesmo com um tempo muito curto para decidir, deve sim, consultar seus filiados e militantes e com isto também, estará colocando em prática o socialismo que defende com tanta garra. Do contrário, é mais um, com discurso, sem prática.

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