sexta-feira, 20 de março de 2015

OU DILMA ROMPE COM SUA BASE ALIADA DE INIMIGOS NA TRINCHEIRA, OU ELA VAI CAIR

Muito, como eu, acreditava que Dilma poderia, se quisesse, fazer deste seu segundo mandato, um governo onde ela daria as cartas do jogo, afinal, até antes das eleições, a presidenta estava em lua de mel com o povo, a classe empresarial e o mundo.

Como ela carregou nas costas as contas que Lula deixou para ela pagar e o fez, tanto que de fato, ao fechar as contas de seu governo, estas não estavam em conformidade com o TCU e agora os problemas para ela começam surgir.

O primeiro erro da presidenta, foi aceitar a continuidade de seu vice e todo o PMDB, que até então, era o papagaio de pirata e agora, na fragilidade da presidenta e da inércia de seu partido, ou ainda, nos interesses das correntes do PT que não a querem, o PMDB, quer agora, ser o pirata e fazer dele e seu partido; os papagaios, sendo que os três, são ações de seu maior aliado; o PMDB, que quer enfraquecer a ainda mais a presidenta, com olhos em 2016 e em 2018.

As demonstrações claras deste intento foram: a demissão de Cid Gomes, o aumento exorbitante do fundo partidário e a poupada verba para emendas parlamentares.

Nos dois últimos, se Dilma sancionar estes texto no orçamento, ela deixará claro que perdeu o rumo, seu amor próprio e a capacidade de governar o país.

Noutro cenário, caso ela não tome medidas substanciais em relação a economia do país, a imagem da presidenta ficará ainda mais desgastada, uma vez que as medidas já anunciadas até o momento arroxam trabalhadores, micro-empresário e aposentados em especial.

Na verdade, neste momento, se Dilma tiver um pouco de decência, abandona o próprio PT no sentido figurado e recomeça a andar para concluir seu segundo mandato.

Também, na mira do povo e seus opositores, estão os muitos ministérios e o loteamento de cargos para satisfazer não apenas seu partido, como também os de sua dita base aliada.

Enfim, o caos está instaurado, e cabe a presidenta tomar a decisão do que ela realmente quer fazer, porque até o momento, ao que parece, em suas aparições, os discursos que ela profere, tem um tom de uma orquestração que está por trás dela, fazendo-a ser, uma marionetes dos partidos que dizem apoiá-la, mas, se fosse, possível, a enterrariam viva.

Sem contar com o fato de que a oposição não suportou mais uma derrota nas urnas.