segunda-feira, 25 de abril de 2016

CUNHA NO RODA VIVA AFIRMAVA QUE NÃO HAVIA MOTIVO PARA O IMPEACHMENT DE DILMA...POR QUE MUDOU DE OPINIÃO?


PRESIDENTE DA CÂMARA FOI CATEGÓRICO AO DIZER QUE NÃO HAVIA 
BASE NEM MOTIVO LEGAL PARA IMPEACHMENT, A NÃO SER; POLÍTICO


A rapidez com que a informação chega a internet tem feito com que muitos se desliguem da TV e de programas como o Roda Viva, que, a meu ver, muita vez pelos convidados, torna-se tendencioso.

Neste programa exibido pela TV Cultura, Roda Viva, ainda no início de 2015, como pode ser visto em vídeo, Eduardo Cunha se postulou categoricamente afirmando que não havia motivo para processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

João Dória, um defensor do golpe, até tentou colocar Cunha numa saia justa, mas não logrou êxito e foi refutado em seus argumentos pelo presidente da Câmara Federal.

Cabe salientar, que uma jornalista aludiu ao fato de que o PMDB faria uma ofensiva contra a presidenta e Cunha refutou a ideia se posicionando contra.

Todo esse discurso, é claro, se deu no início de 2015, mas se sabe que até aquele momento quem dominava a cena, era o PSDB, na figura de Aécio Neves.

Como Aécio e o próprio partido foram se desgastando, e como já havia uma intenção de Temer em trair o governo, como um Judas, é certo que começaram negociações para a derrubada de Dilma, sem causa e sem qualquer comprovação de crime.

Por outro lado, com o avanço das denúncias e comprovação dos crimes de Cunha, onde o PT, era um dos favoráveis ao processo de cassação do deputado, este, procurou em Dilma guarida mas não logrou êxito.

A negociação era muito simples: o PT recuaria do processo de cassação de Cunha e Cunha ignoraria o processo de impeachment de Dilma. 

Como as coisas não acontecem como o previsto, Cunha preferiu apostar no caos e com isto desestabilizar o governo e negociar com os golpistas.

Pelo que temos acompanhado, até o momento a estratégia tem dado certo, do ponto de vista da votação pelo impeachment.

Contudo, a mobilização da sociedade contra o golpe tem crescido amazonicamente e Dilma que estava desgastada, ganha fôlego com o apoio popular, superando inclusive a figura emblemática de Lula.

Mais que isto, a imprensa internacional, assim como movimentos populares ao redor do mundo, vem ganhando força e pressionando agora, o Senado e próprio STF.

Pra engrossar o caldo,  UNASUL se reuniu para se pronunciar contra o golpe, ou seja: o mundo está vigilante, dos que não querem o golpe, é claro, o que não é o caso dos Estados Unidos e alguns países da Europa por conta do incremento do BRICS  e do interesse pelo pré-sal.

Curiosamente depois da votação, pelo menos seis deputados ou parentes destes foram presos por corrupção e a lista pode aumentar.

Neste caso, o impeachment é prato cheio para frear a operação Lava Jato e com isto nome do PSDB e outros partidos, além de empresas, sairiam no lucro tendo tudo abafado.

Nesta entrevista, o mais assertivo seria encaminhar a Câmara dos Deputados, ao Senado e ao STF para que fosse analisado e Cunha inquerido do porquê mudou de opinião no percurso do processo político que deu vazão ao encaminhamento do processo de impeachment de Dilma.

Se após assistir o trecho desta entrevista ainda houver alguém que não acredite que é golpe, é certo que está com algum interesse escuso neste processo ou, se revestiu de total ódio conta o partido da presidenta, contra ela e contra Lula.

O que os que estão apoiando este golpe, (parcela do povo), sequer tem qualquer noção ou conhecimento do que está por vir caso este se consume.

A verdade enfim, é que a direita quer a qualquer custo tirar Dilma, colocar Temer, depois tirar Temer e assumir de forma furtiva, sórdida e criminosa o poder que não lhes foi conferido nas urnas.

Isto em acontecendo, é certo que o Brasil passará por tempos muito mais difíceis do que o que está passando agora, afinal, a crise, é política mas já se encaminha para viés da economia, onde os poderosos fazem de tudo para trancar o país e atribuir a culpa a Dilma.

O que estes do povo que estão favoráveis ao golpe, denominado contra a corrupção estão tão dominados que sequer querem lembrar do exitoso primeiro e segundo mandato de Lula, o bom desempenho de Dilma em seu primeiro mandato, que mesmo com o mensalão acontecendo ela passou incólume, tendo uma aceitação popular e dos empresários de cerca de mais de 70%, de repente, torna-se uma incompetente que está afundando o país.

O que vale no entanto, é a declaração de Cunha e o questionamento do porque, ele mudou de opinião.

Luigi Matté


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