terça-feira, 12 de setembro de 2017

EV/RS: O DESPERDÍCIO DO DINHEIRO PÚBLICO


Ver uma cena desta é muito comum para os cidadãos quando há obras sendo feitas.

Pedras juntadas nas calçadas atrapalhando inclusive o passeio de transeuntes e até mesmo colocando em risco a vida destes, pode parecer mais do que corriqueiro, mas não deveria ser.

As obras, quando de infraestrutura e de melhoramentos, são de fundamentais importâncias para a melhoria de vida em sociedade e este é um dos casos. 

A CORSAN - Cia Riograndense de Saneamento, está investindo cerca de R$ 78 milhões em melhorias nos esgotos, (A Voz já noticiou), investimento do Governo do Estado. Com isto, várias ruas estão sendo abertas e este trabalho é de competência das empresas terceirizadas pela companhia, que em tese, não tem nenhum compromisso em dar destino as pedras irregulares que até então, eram calçamento de vias públicas.

Mesmo que estas pedras sejam reutilizadas, ainda assim, sobrarão em quantidade ficando desta forma a sobra sem qualquer destinação.

É neste sentido, que deveria entrar em ação, a atuação da Secretaria de Obras do município, que deveria fiscalizar e dar destinação ao material, afinal, o município já investiu na compra do material e este como pode ser reutilizado, deveria no mínimo sere guardadas para reaproveitamento em outra pavimentação de vias públicas, o que seria uma economia para o cofre público, mas, não é o que acontece via de regra.


O exemplo clássico disto, é que muitas vias continuam sem qualquer pavimentação, o que é um martírio para moradores e tráfego de veículos, quando estas mesmas pedras poderiam ser reaproveitadas com o serviço de funcionários da secretaria com um custo infinitamente menor e assim, o desperdício seria evitado. A fiscalização disto, deveria ser também, uma tarefa dos vereadores, mas não é o que acontece também.

Na foto, trata-se de uma via dupla onde um lado é asfáltico e o outro por anos afio, o que indica que administrações anteriores também não tiveram a iniciativa de usar o que sobra de obras e resolver problemas que se perpetuam.

A secretaria de obras poderá se manifestar dizendo que pretenderá dar andamento a esta obra e que será colocado asfalto tal qual a via paralela. Discurso!

As sobras das pedras irregulares, mesmo que a legação seja verdadeira, poderia servir de cama para receber a camada asfáltica, que desta forma, daria mais suporte e com isto, mesmo desperdício também no desgaste e reposição asfáltica. 

Infelizmente, os governos parecem estar alheios quando o dinheiro é público e medidas simples como esta narrada neste artigo, poderiam em muito trazer economicidade ao município, sobrando assim, recursos para outros investimentos em infraestrutura, que, diga-se de passagem, continuam precários.

Enquanto isso, preferem fazer chimarrodromo, perfumarias para impressionar, menos atuar em situações nevrálgicas que resolvia o problema de muitos cidadãos, como é o caso de ruas que ainda encontram-se sem qualquer cuidado da administração pública e desta forma, os contribuintes, no inverno amassam o barro e no verão comem o pó, quando uma medida bem simples e econômica, poderia resolver o problema de muitos.  


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