quinta-feira, 16 de novembro de 2017

FILHOS! COMO EDUCÁ-LOS NESTES TEMPOS? Por: Luigi Matté


É cada vez mais latente a discussão sobre como educar os filhos nos dias atuais.

Com o advento do Estatuto Da Criança E Do Adolescente - ECA, além dos apelos do mercado e das tecnologias cada vez mais presentes e substitutivas da figura dos pais, parece estar cada vez mais difícil sinalizar uma metodologia que possa servir de parâmetro para a educação dos filhos.

A mudança no comportamento financeiro das famílias, onde a mulher está cada vez mais inserida no mercado de trabalho, (não que isto não seja positivo), abriu uma lacuna para que os filhos, que já não podiam contar com uma presença mais efetiva dos pais, e agora estando ambos, (via de regra), no mercado de trabalho, acabou criando um novo conceito que não é muito levado em conta, mas, de filhos; (órfãos de pais vivos), onde o lar que estão sendo abrigados, chama-se: internet e televisão, os mais procurados para "amparar" estes filhos que não têm a presença de pai e mãe, físicos para lhes dar o suporte necessário na orientação de suas condutas na vida presente e futura. Sem contar é claro, com a volumosa condição de pais separados e noutra ponta, os cuidados destes filhos que são terceirizados para a escola e avós, onde um, a escola, não tem a função de educar os filhos e o outro, os avós, não estão preparados para esta função também, não pela questão de idade, mas pela questão de que normalmente os avós podem ser uma referência negativa, dado ao fato de que estes acabam sabotando informações aos pais sobre a conduta dos filhos em face de suas muitas contemplações nas suas descendências e proliferação de suas proles; os netos!

O problema central desta questão, reside no comportamento dos pais. Os filhos se espelham em suas atitudes, sejam elas positivas ou negativas.

Os pais destes dias, criam uma cultura de que para subliminar suas ausências, nutrem seus filhos com os apelos do mercado e dos próprios filhos. É como se fosse em verdade, um sentimento de culpa, de descargo de consciência, que acaba não surtindo o efeito desejado. Por outro lado, a conivência com os atos dos filhos, sinaliza de forma subjetiva que este pai, esta mãe, não se sintam com credenciais de autoridade para educar os filhos.

Não há varinha de condão ou metologias gerais para tal fim, mas há princípios imutáveis que estes, os pais, ou esqueceram, ou não aprenderam!

É muito comum ouvir pais dizer: - eu não quero que meu filho passe pelo que passei! Ou ainda: - vou dar tudo o que eu não tive! As duas alternativas estão erradas.

O passado difícil de um pai, uma mãe, deve ser repassado aos filhos para que valorizem o que têm. O que não deve, é levar a miúde a herança de seus pais no quesito; bater, o cala a boca sem escutar e assim por diante. Já o eu vou dar tudo o que não tive, podemos dizer que se trata de um problema de psique mal resolvido e neste caso, os pais deveriam fazer terapia para resolver esta lacuna normalmente atrelada a pobreza de outrora.

Como havia dito, não uma varinha de condão ou metodologia geral para a criação e educação dos filhos. Cada caso é um caso! E cada família deve encontrar a melhor forma de aplicar, sempre, é claro, calcados nos valores e princípios ético e morais.

Neste breve resumo, mostrei alguns pontos que sinalizam que os pais são os maiores responsáveis pelo sucesso ou não de seus filhos, salvo, exceções.

No meu livro, Entre O Céu Da Fantasia E O Inferno Da Realidade, faço uma pequena abordagem sobre este tema. Mas é no livro que estou escrevendo; PRENDAM OS PAIS, ABSOLVAM OS FILHOS, é que vou me debruçar mais sobre este tema considerado, problemático ou difícil de resolver, quando em verdade, não é.

Vou deixar aqui algumas dica de como se relacionar melhor com os filhos.

- Não seja o tipo de pai ou mãe que só critica seu filho (a) e muito menos, se tiver de fazer uma crítica, não a faça perante seus amigos (as);

- Quando tiver de corrigir por algum ato falho, discurse sobre o motivo da punição para que fique bem entendido que tal foi decorrente do erro que deve ser corrigido pelo (a) filho (a), com a ajuda dos pais;

- Pais separados jamais devem jogar os filhos contra o outro. Assuntos de pais são de pais, assuntos de pais e filhos, são de pais e filhos;

- Seja mais ouvinte, escute principalmente as queixas dos filhos, do contrário, alguém na rua o fará e nem sempre é a melhor alternativa;

- Incentive os filhos a fazer festinhas em sua casa. Isto é quebrar barreiras e é uma ótima oportunidade para conhecer com que quem os filhos estão se relacionando.

- Faça perguntas. Pergunte sobre tudo o que achar conveniente e escute com atenção. Isto vai demonstrar que você está interessado nele (a);

- Não dê tudo aos filhos, seja como forma compensatória ou porque você não teve. Dê na medida de sua disponibilidade e da necessidade dos filhos e que sejam coisas que contribuam para o seu desenvolvimento.

- Não banque o autoritário, mas mostre a sua autoridade;

- Não fique num pedestal querendo que os filhos vão até você, ao contrário, desça até eles e fale a linguagem deles.

- Conte aos filhos sobre fases do seu passado, principalmente quando estas convergirem com o momento que eles estão passando. Estas revelações sobre você poderão servir de parâmetro para educar, corrigir e estabelecer metas;

- Sejam amigos dos filhos, mas que fique claro, que a qualquer momento, o mantenedor da casa se pronunciará e aí sim; entra a figura do pai e da mãe;

- Nunca fale gritando, ao contrário, chame para uma conversa onde você pai, você mãe estão dispostos a ajudar a corrigir um problema;

- Deixem claro aos filhos a real situação financeira da família. Muitos pais fingem que está tudo bem e de repente, a situação toma outro rumo deixando os filhos sem saber o que aconteceu;

- Incentivem os filhos a fazer economia com o que ganham com mesadas, a exemplo;

- Incentivem-os a serem diligentes, prestativos, úteis;

- Determinem tarefas do lar. Isto os ajudará a também saber como dar ordens quando estiverem adultos, sem autoritarismo e sabendo que quem está lhes prestando um serviço merece todo o respeito, porque eles já estiveram nesta posição;

- Invista na qualidade do tempo que estiverem com os filhos, porque uma hora bem aproveitada, pode valer para uma vida inteira;

- Estabeleçam regras para o convívio familiar, assim como, as horas na internet, nos vídeo games e na televisão;

- Deixem claro que a qualquer momento vocês poderão fazer uma vistoria em seus celulares, computadores e em seus quartos;

- Nunca permitam que os filhos se tranquem nos quartos. Sejam respeitosos, primando por suas privacidade, bata a porta e vá entrando. Eles tem que entender, que são como hospedes e quem manda no recinto são os pais, não eles;

- Nunca ameacem os filhos com castigos e sanções e não cumpram. Isto indicará que vocês apenas falam e não cumpre, que por conseguinte, abre margens para o desrespeito com as regras até então estabelecidas.

Bem, penso que estas dicas poderão ajudar aos pais a melhor conduzir o processo de relacionamento com os filhos dando um novo direcionamento.

Por fim, é sempre bom lembrar: eles são saídos de vocês, são seus bens mais preciosos, portanto, tratem-nos bem e principalmente como lindos diamantes que apenas precisam de lapidação.

Sou Luigi Matté!

Escritor, Palestrante Motivacional e Comportamental. (Isto só para começar)

e-mail: luigi_matte@hotmail.com 







Nenhum comentário:

Postar um comentário