sábado, 27 de fevereiro de 2010

O DIA SEGUINTE

Os meios de comunicação noticiaram os fortes esquemas de segurança preparados para o feriadão de carnaval, onde a ação começa pelas estradas, que infelizmente, mesmo com campanhas em cima de campanhas nossos motoristas ainda não aprenderam a lição e a cada feriadão os números aumentam com mortes e mais mortes no trânsito. O motivo nº 1 – velocidade; o 2 – imprudência e o 3 – embriaguês e outros artifícios alucinógenos. No entanto, este último, é primeiro no ranking nas brigas seguidas de morte.


O carnaval, mesmo que a mídia diga que é paixão nacional, não é bem verdade. Um estudo mostrou que entorno de 60% da população, não gosta desta festa pagã do vale a carne e do vale tudo. Por isto, há um êxodo enorme no período para lugares considerados retiros. Nesta festa, os princípios da moralidade, seus adjetivos e derivados, desaparecem. A começar pelas propagandas de prevenção; use camisinha. Ao invés de dizer: cultive uma relação sólida com seu parceiro (a). E, como a busca do prazer é frenética, até já mudaram um pouco a linguagem da campanha de prevenção que subliminarmente diz: homens, mulheres e homossexuais, vocês podem transar a vontade, mas previnam-se. A propaganda não está errada, errado está o comportamento humano, cada vez mais frívolo e cultuador dos prazeres da carne. “O negócio é se divertir!” Só que; esta diversão, via de regra, trás conseqüências indesejadas e desastrosas; DSTs, HIV e principalmente, gravidezes. Este é o grande dia seguinte, que destrói com vidas e trás ao mundo outras, que sabe-se lá, como será seu futuro, posto que, foi gerado no momento da volúpia. Olhando por este ângulo, temos um enorme paradoxo; de um lado, investimentos de milhões e milhões de reais para a realização desta “festa” dita popular e os maiores investidores e arrecadadores deste evento são: Rio, Salvador e Recife. Mas, para garantir a diversão, quem distribui camisinhas e até a pílula do dia seguinte, é o governo, sobrando ainda para os cofres públicos, às despesas com tratamento das doenças e pré- natais. Abortos são feitos de diversas formas sem os devidos cuidados que podem culminar na morte da “mãe” carnavalesca.

Também no dia seguinte, quarta feira de cinzas, a “santa” igreja se pronuncia com a quaresma, uma espécie de afastamento das coisas da carne, para logo em seguida celebrar o sacrifício e martírio de Cristo, que a meu ver, fosse eu o Todo Poderoso estaria di cara em vendo que me sacrifiquei sem macula alguma, para o ver toda esta barbárie e derradeira condição humana. O dia seguinte, também evidencia a nossa hipocrisia; hora somos frívolos, hora somos “santos”, nos redimindo de nossos pecados. Mas, só até a sexta feira santa, porque no sábado de aleluia volta tudo ao que era. Quem sabe este aleluia, seja uma espécie de alivio do tipo: ufa, terminou o purgatório. Vamos comer, beber muito e fazer o que já é de praxe. Assim caminha a humanidade, cada vez mais perdida dentro de si, mais sôfrega, amarga e triste, disfarçando através da maquiagem, cirurgias estéticas e esculturação do corpo em academias a dor de seus elos perdidos, o principal deles; o amor. Sou um moralista? Claro que não! Penso que o livre arbítrio, ainda seja a palavra de ordem para a humanidade. Cada um faz o que quer, porém, deve arcar com o ônus de seus atos. Penso ainda, que devamos refletir sobre esta nossa tal condição humana, afinal, fazer uma pausa para a reflexão, pode ser um excelente elixir para curar nossa ressaca de alma e revermos nossos conceitos de valores; sobre nós mesmo, uns com os outros, com nosso planeta e principalmente, com este Cristo, que por amor, deu a vida por você e por mim. Pense nisto!