sábado, 27 de fevereiro de 2010

UM PASSARINHO ME CONTOU

Encontrava-me absorto debaixo de uma árvore, quando um passarinho pousou. Em principio, soltou seu mavioso canto. Porém, comecei a escutar uma voz, como se alguém quisesse falar comigo, olhei e não vi ninguém, mas a voz insistia, foi quando olhei para cima e vi que era o passarinho querendo um dedo di prosa e pediu para pousar em meu ombro e falar ao pé da orelha. Nossa! O que este passarinho me contou é algo muito, mas muito mesmo, a ser considerado e vou contar a você, um cadinho do que ele me contou. Ele começou dizendo que os 10% de aumento demagógico ao funcionalismo publico, (não que não mereçam), comprometeu em muito o orçamento do município e que algumas conseqüências deste ato já estão sendo sentidas, a saber: a defesa civil não tem grana para fazer um telhado que seja para um miserável que tenha sofrido algum dano causado pelas intempéries, vai faltar grana pra farmácia básica, pra educação e assim por diante; que o diretor do hospital, que é da Unimed, está deitando e rolando em compras e que os números ultrapassam os 8 mil que dispensa licitação. Ahhh! E que em verdade, os caras estão sim maquiando o hospital, para entregá-lo a iniciativa privada; que por conta disso, o pessoal da saúde anda com os nervos a flor da pele. “O passarinho ainda questionou tal portal da transparência que até hoje não apareceu e uma pesquisa encomendada pela a administração onde um dos quesitos era saber da popularidade do atual prefeito e até então não foi divulgada e que é certo que não aconteceu, pois a popularidade do mesmo está mais do que em baixa”; que o prefeito disse que não precisa de escada para subir num poste basta a Sonia, (vereadora do partido dele), subir no salto; que o tal Luiz Amaral, que o prefeito ainda candidato queria distância, alegando queimação de filme andar com o cara, agora realiza serviços para a administração e, já anda de Honda Civic. É mole?


Surpreso com o que via e ouvia, perguntei: passarinho, você está mesmo falando e comigo? Meio indignado ele respondeu: - não “malandro” to falando com a arvore! - Então, qual é o seu nome? - Bemquevi! E logo foi dizendo: - deixa eu continuar. O Longaray, (disse ele), assinou o empenho e autorizou o pagamento de uma obra ainda em andamento e este mesmo, em conversa com um brother meu disse estar zangado com o que escrevo e sentindo-se todo poderoso, disse que estava na hora de uma reunião com o diretor do jornal, para tirar minha coluna, ou eles não destinariam mais verbas para seus anúncios e etc. Ainda sobre o Longaray, ele disse que o cara é um zero a esquerda dentro desta administração, mas anda de peito estufado e com ar de todo poderoso; que aquela balela do Claudio Hansen devolver a grana, seiscentos mil paus, foi direto para a folha de pagamento do funcionalismo e que as coisas já estão meio ajeitadas pro ano que vem: Hansen vai pro Rincão e Seppel, toma o lugar do secretário Omar. E o Bemquevi disse ainda, que tem favorecimento ilícito, crime ambiental, improbidade administrativa e uma lista de outros atos escusos. Revoltado eu perguntei: - Mas onde está o Ministério Público e o Legislativo? - Bem, o MP ta arrochando os caras, mas no silêncio, já o legislativo... – ta daquele jeito que você já sabe, principalmente a oposição... de braços cruzados, vendo tudo, sabendo de tudo, e não fazendo nada. -Ta mano, (disse ele), to saindo fora, to di cara, ta difícil de entoar um bom canto com toda essa bagunça. – Manda um abraço pro teu leitor e hoje eu uso a tua frase: Fica na paz, fique com Deus. Nos vemos semana que vem.