segunda-feira, 22 de março de 2010

SEGURANÇA PUBLICA?! A ONDEEE? (Parte II)

Antes de soltar o verbo, quero dizer que semana passada, errei ao citar Chico Serra, quando na verdade é; Chico Fraga, (o das merendas escolares). Mas, segue o andor!


Conclui o tema perguntando por que a marginalia nasce e cresce todo o santo dia como ratazana. Tenho certeza de que as conclusões possam ter sido as mais variadas. E mesmo não tendo a resposta, acredito que todas as vertentes para identificar a pergunta são verdadeiras. Agora, só não vou aceitar esse papo furado do: não teve oportunidade, foi criado sem pai e sem mãe, quando na verdade, tem muito filhinho de papai e mamãe da burguesia, que tão na bandidagem. Isto é só para registro, porque se formos adentrar o tema, vamos vaguear na filosofia e na psique humana. Quem diz que neguinho que trafica, furta e etc, buscou a vida fácil, tá muito enganado. É uma vida difícil mermão, muito difícil, afinal, viver a sombra, num constante sobressalto, acordando e deitando com a morte ao seu lado e muita vez saber que tentar fazer o caminho de volta pode não dar em nada, é um martírio. Só pra você entender: Certa feita fui contratado para realizar um pool de palestras em uma escola de periferia em Porto Alegre. É possível que muitos não tenham a real noção do que é lidar com crianças e adolescentes nascidos e sendo criados neste seio. Pais separados ou juntos, mas vivendo um inferno constante, alcoolismo, trafico e o crime à volta convivendo na maior naturalidade e, evidentemente, a ausência da maior parte de amparo e meios de uma vida segura, saudável e eu diria ainda; “promissora”. Pois bem, num dos encontros com alunos de 5ª série, teve um caso bastante interessante. Perguntava aos alunos o que eles pretendiam ser quando crescessem. As respostas foram diversas, mas uma fugiu a regra da dita normalidade por completo. Um menino respondeu: vou ser matador: pra não perder o rebolado, inquiri sobre tal desejo e busquei nuances para dissuadi-lo de sua profissão inusitada. Depois, com a direção, comentei o fato e me disseram que aquele era um menino difícil e blá, blá, blá, blá. Porém, a minha conclusão foi de que: o que aquele menino queria, não era ser matador e sim, um justiceiro. E Por quê? Porque ele deve ter presenciado situações de abuso de poder e outros fatores, fosse com sua família, fosse com moradores da vizinhança. E, neste sentido, os abusos são advindos do crime e também das polícias, que via regra, quem vive nestas condições, são todos nivelados ao mesmo patamar. Ou seja: são todos bandidos! E isto, não filme de Hollywood não, é realidade pura. Mais uma vez, quem deveria promover a segurança, comete estes desatinos. Sem contar o fato dos pedágios que policiais cobram de traficantes, ladrões, estelionatários e outros tantos no mundo do crime pra deixar tudo quieto. Pergunto: Este é o papel de quem deveria promover a segurança pública? Aí, quando sai na notícia que em Sampa ou no Rio, por exemplo: a bandidagem detonou um posto da PM, uma delegacia, viatura, matou policial e etc, a tônica é de que o crime esta cada vez mais arrojado. É meia verdade! Porque a verdade que não é dita, é que neguinho paga um monte pra ficar livre e de repente cai em cana. Ora, o pensamento é simples: as policias; veja só: que neste caso, era pra proteger este “criminoso”, fazendo vista grossa, vai tomar ferro, enquanto aquele policial corrupto, vai continuar com sua insígnia e fazendo parte do mesmo sistema. Só que: com poder de polícia, de autoridade. Bandido tem que se revoltar ou Não? Nestas condições, a criminalidade tende a aumentar ou não?

Pra terminar: O que estão fazendo os que deveriam promover a justiça e a segurança pública neste país? E nós, o que estamos fazendo de concreto para exigir medidas mais eficientes para conter o vassalo da criminalidade? (continua)