quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ELES NÃO TÊM MORAL PRA FALAR UM DO OUTRO


Vira e mexe e vem à tona o fatídico assunto das diárias dos vereadores, prática esta que não começou nem com Plínio, nem com Gringo, nem com Carlito e assim por diante e muito menos é algo vexatoso apenas de Estância Velha.

Esta prática é antiga e imoral, mas é legal. A lei ampara estas viagens, que, diga-se de passagem, a lei arbitra no sentido de que os legisladores e demais integrantes dos poderes possam fazer cursos, viajar com fins de trocar idéias com outros municípios, tratar de assuntos pertinentes à cidade com a assembleia legislativa, com o congresso, com a presidência da república, com os ministérios e por aí vai.

Como no Brasil, muito pouca coisa se leva a sério e a vergonha na cara desaparece tão logo os que assumem o poder tomam conhecimento deste viés que seria para os fins propostos, acabam se valendo deste para fins pessoais. (A vida de alguns, muda consideravelmente a partir disto). Mas, uma boa parte destes, e isto está mais para o legislativo, se valem deste expediente como forma de poder arcar com seus muitos assistencialismos burros para neste viés, comprar o voto antecipado do eleitor, eleitor este, também corrupto, que se prevalece da ânsia de se manter no poder destes legisladores. Quem paga sempre a conta, são os que sequer, entram na câmara ou na prefeitura para pedir algo que não seja o cumprimento de suas funções.

Depois da matéria veiculada no Fantástico sobre este tema, em Estância Velha ao que parece, pegaram os vereadores que não são santos, para Cristo e praticamente ninguém, questiona os atos do atual executivo.

A operação Babilônia deflagrada pela polícia civil está dando pano pra manga para vários prefeitos e secretários por improbidades administrativas.

No entanto, na cidade onde a pseudo, moral, conceitos, preconceitos e ética e pano de chão, se atem a imoralidade/legal dos vereadores, mas não questionam o quanto imoral estão sendo os que ocupam os cargos no executivo e isto inclui o atual prefeito.

O secretário Rude Müller, por exemplo, tem uma conta na ordem de R$ 50 mil em viagens e isto ninguém fala.

O ex-secretário Serjão juntamente com Waldir e esposas, viajaram para a Alemanha e Waldir disse que foi ele quem pagou a conta de todos, mas, ninguém questionou a veracidade dos fatos. Muito menos o apático legislativo e isto inclui a atual candidata a vice; Rosani Morsch.

Esqueça-se as famosas diárias e atente-se para o que de fato interessa tomar conhecimento e interromper os atos malévolos de quem ocupa os dois poderes.

Discursar sobre estas viagens, é o mesmo que criar uma cortina de fumaça para ocultar o mais grave que está acontecendo, a exemplo; os muitos socorros que o legislativo fez ao executivo para determinado fim, mas que foi para outro. Mais uma vez, a inoperância do atual legislativo e a desinformação da população contribuem para este descalabro.

O atual presidente da câmara, Django, que oculta às improbidades de Waldir e de sobra repassa verba para este sem qualquer questionamento de onde foi parar o orçamento da prefeitura e, ao que parece, todos os demais vereadores são coniventes com isto. Por que será?

A lista de improbidades, além dos mandos e desmandos da atual administração é enorme, porém, o legislativo ou arremedo de legislativo assiste a tudo e não toma nenhuma providência cabal para interromper tais atos.

Em verdade, a população se prende nestas diárias de viagens, mas não vai à nevralgia do problema que é questionar o porquê de tanta passividade dos vereadores com a atual administração e é por isto também, que a maioria não se reelegerá. Rosani Morsch só está escapando do corte porque está concorrendo como vice de Plínio.

Infelizmente, o cenário indica que ainda ficarão na teta do contribuinte, Claudio Hansen e o velho Dudu, duas raposas especialistas em ludibriar os desavisados que qual é o verdadeiro papel de um vereador.

Estes também viajantes, mas que ao que se vê, eles não constam na lista dos que estão sendo crucificados.

E ninguém questiona também a imoralidade sem fim de Dudu, que seria capaz de vender a alma para o Diabo, para ver o filho querido em um posto avançado no poder. Da mesma forma, Claudio Hansen, Django, Geada e Sônia se venderam para Waldir em troca de favores, um deles, o asfaltamento que endividou o município antecipadamente. E todos, sem exceção, não questionam onde foi parar o dinheiro do orçamento do município destes quatro anos de desgoverno e o atual prefeito, já quase em outubro, acumula uma dívida de cerca de R$ 8 milhões.

Ninguém questiona esta relação nebulosa com a produtora de eventos, Palco Sete. Na verdade, ninguém questiona nada. Por que será?

Na corrida a prefeitura, Plínio e Rosani, publicam uma carta como que sendo algo espetacular onde dizem que não iriam atacar ninguém. Mas, no segundo paragrafo, o ataque ainda que sútil é dirigido a Toco e a Waldir.

Uma carta burra e impensada que agora eles não sabem como fazer para atacar no sentido de mostrar a população os atos constantes de improbidades de Waldir. Ou será que esta carta foi uma forma de dizer: não vamos atacar, mas não nos ataquem, ou seja: não coloquem pra fora nossas sujeirinhas que estão muito bem escondidas até então.

Waldir, que não respeita nada, ignorou a tal carta e está divulgando as viagens de Plínio e acredite, além das muitas mentiras que prega, trará a público mais coisas, mesmo que estas não sejam verdade e, mais uma vez, a população desavisada cairá no conto de Waldir e tomará como verdade.

No entanto, nem um lado e nem o outro tem moral para atacar, posto que, todos, de um jeito ou outro se beneficiam das brechas da lei ou das negociatas de bastidores que por fim, viram todos; farinha do mesmo saco.

Cabe a população tomar pé da situação e fazer valer o seu direito de ter acesso a todos os gastos, tanto do executivo quanto do legislativo e tomar sua providências que são amparadas por lei.

Enquanto isto não acontecer, será falácia e mais falácia e nada de concreto acontecerá e mais uma vez, poderão estar conduzindo ao poder, aqueles que deveriam ser extirpados deste meio.

O disse que disse é mais cômodo do que levar a termo uma atitude mais drástica em relação a estes, que num cenário não muito distante, fizeram suas muitas promessas e não cumpriram nada.