sábado, 13 de outubro de 2012

HEY CRIANÇAS, DEIXEM QUE NÓS, O COMÉRCIO, CUIDEMOS DE VOCES, JÁ QUE SEUS PAIS NÃO PODEM

Todo ano ou, na maior parte do ano, as cenas se repetem!
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Pais exacerbados em seus muitos compromissos profissional, outros, largados na vida e, independente de qual sejam as circunstâncias, nossas crianças estão cada vez mais sofrendo com o abandono dos pais, mesmo os tendo.

Para quem não tem muitos recursos, as datas comemorativas relacionadas as crianças, são uma ótima alternativa para estes pais ausentes, suprimirem suas estupidezes e encher a prateleira, o armário ou mesmo a caixa de brinquedos com mais brinquedos, enquanto a caixa motora dos sentimentos, o coração, permanece vazio.

Uma pesquisa recente, revelou que 73% das crianças de 4 a 10 anos de idade, gostam mesmo é de brincar com coisas simples, como por exemplo; estar com os amiguinhos e praticar velhas ou novas brincadeiras que dispensam a tecnologia.

A visão mais torpe de um pai ou mãe, (aqueles que outrora foram menos favorecidos), é acreditar ou incorporar o pensamento de que dará tudo aos filhos o que não teve.

Este pensamento além de equivocado é uma das portas que poderão gerar num futuro não muito distante e até mesmo na fase de criança, seres desajustados socialmente.

A falta de limites e a ausência de critérios básicos mas de suma importância, como valores éticos, morais e até mesmo religiosos, podem arremeçar esta criança de hoje a um futuro ao qual estes pais, ou ignoram, ou por esta avalanche de vontades que muitas vezes nem sempre traduz a vontade dos filhos, poderá trazer consequências graves a estas crianças, até mesmo em seus relacionamentos futuros em todas as esferas da vida.

Mas, como fazer uma pausa para avaliar tais atitudes pode demandar tempo ou mesmo menos dinheiro no banco ou na carteira, o melhor então, é ir levando. Só que; mais tarde, poderá levar esta criança de hoje, aos braços do traficando, do crime, da prostituição e assim por diante.

Enquanto isto não acontece, o  comércio de brinquedos e outros fetiches que podem encantar a criança momentâneamente, se engarrega de entretê-las enquanto os pais insistem em se fazerem ausentes.

Ainda que não hajam números estatísticos precisos, é bem provável que a obesidade, o déficit de atenção, doenças respiratórias, alergias constantes e até mesmo a depressão em crianças e adolescentes, possam estarem atrelados a esta ausência dos pais, que, em bem verdade, umas poucas horas com qualidade juntos aos filhos, pode ser a cura.

Luigi Matté