quarta-feira, 21 de novembro de 2012

SEC. TARCÍSIO ASSINOU DOCUMENTO E PROMETEU POR TELEFONE, R$ 3 MIL PARA OS 'SEM TETO'


Até parece uma avalanche. A Voz vem recebendo cada vez mais documentos e gravações, incluindo vídeos, que colocam definitivamente em cheque a atual administração e seus crimes eleitorais.

Depois de terem prometido casas, durante a eleição e depois desta, colocar os 'invasores' pra fora o secretário de fazenda Tarcísio, pouco antes do ocorrido, se reuniu com as famílias e assinou ata conforme documento, se comprometendo a recolocá-las em moradias.

Para ter certeza de que o acordo seria cumprido, ligou para uma das pessoas e buscou reforçar o que havia se comprometido no papel, além do que, prometeu R$ 3 mil para cada família se cumprissem o acordo de saírem das casas.

Na gravação, além de dizer que era homem de uma palavra só, que estava sensibilizado com a situação das famílias e que a causa era dele também, garantiu que tiraria do próprio bolso R$ 3 mil para auxiliá-las até o impasse estar resolvido.

Pelo visto, a palavra de homem perdeu-se ao vento e o dinheiro desapareceu de seu bolso, posto que, as famílias continuam na mesma situação.

A Voz foi informada de que uma das mulheres está com uma gravidez que inspira cuidados e outra com sinais de pneumonia.

Com mais este documento, (um deles) e esta gravação, (uma delas), as peças vão se encaixando e o ato de crime eleitoral se configurando cada vez mais, no compasso dos arranjos e desarranjos de uma administração que não soube aplicar cerca de R$ 400 milhões de orçamento e ainda deve outros R$ 9 milhões e José Waldir Dilkin, que precisava, como precisa do ar que respira, se reeleger para fugir do pior, que ao que parece, não vai conseguir.

Tarcísio argumentou no áudio que precisava que o acordo fosse cumprido a fim de que ele pudesse colocar o pessoal a trabalhar para terminar as casas e assim recolocar as famílias.

O que ele não disse no entanto, é que por orientação dele mesmo, é que foi publicado um edital no jornal do Comércio, (que ninguém na cidade lê), paralisando as obras por um prazo de pelo menos 90 dias e isto inclui escolas, investimentos na saúde e etc, tudo para tentar fazer caixa e tirar José Waldir Dilkin da forca.

Os documentos e os áudios já foram entregues a doutora Eliana Matté que enviará ao promotor Charles, reforçando as denúncias já feitas e pedindo providências.

Se o prometido se confirmar, A Voz deverá ter acesso a um vídeo que mostra a entrega de material de construção feito por uma empresa da cidade, contratada pela prefeitura, no período eleitoral.

Segundo foi apurado, para a surpresa de quem gravou estas imagens, o material destinava-se a construção ou reforma de um 'boteco'.